quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Natal de hoje o de ontem e o de ... amanhã

O Natal
É olhar, não olhar, ver sem ver
É sorrir, fazer crer
É sentir, o que deveria saber
Antes de a mão estender
E antes de a recolher
Porque “ontem” também era "Natal"
E todos deveriam comer
Mas quem passa não os olha
Não os quer ver
Vira a cara para outro olhar
Só porque não é Natal
Mas para quem carece
Natal de hoje, agradece
O de ontem, esquece
De comer
Não de receber
Das mãos daquele
Que hoje lhe sorri e diz
BOM NATAL
E amanhã?
Vai voltar o mesmo ritual
Passa, pelo mesmo lugar
Distraído, esquecido
Que nesse dia
Também deveria
Ser NATAL.

5 comentários:

  1. Querido Amigo, belíssimo poema, baseado em factos reais... Fiquei emocionada Amigo... Um grande abraço de carinho,
    Fernandinha

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  2. Estas coisas já não me emocionam: todos os Natais se diz a mesma coisa. Enquanto não formos melhores, nós e os outros, é isto que nos resta: falar, dizer, repetir, como se não nos saísse a voz ou fôssemos surdos. Para sermos melhores precisamos mesmo é de cabeça para pensar, e coração para sentir, e mãos para fazer, em simultâneo.
    Cá estou eu a falar!

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  3. Ferandinha

    Fiquei feliz por ter gostado

    Continuação de boas festas
    .

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  4. L

    Uma grande verdade.

    Mas agora reparo com grande emoção: É que a L escreveu mais que três linhas. FANTÁSTICO

    Continuação de boas festas.
    .

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  5. Se o mundo quisesse podia mesmo ser Natal todos os dias.

    Votos de continuação de Festas Felizes e Próspero Ano Novo.

    Beijinhos

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