sábado, 30 de maio de 2020

A minha sina


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Amo-te tanto, tanto, tanto, de modos vários
Sonho com o teu ar angélico, olhar sedutor
Os teus lábios os meus delírios imaginários
O teu sorriso a fantasia das noites de fervor
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É salutar o meu amor, como é puro o desejo
Como límpidas são as orações nos sacrários
Amar-te é assim tanto, que apenas um beijo
Teria para mim o aroma dos lírios solitários
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Sinto um amor que me asfixia a razão do ser
Que transborda os elos da inebriante ternura
Amor cristalino que não me deixa desfalecer
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Amar é apego, é sonho, qual vénia cristalina
Queria ter o teu afecto na folha da sepultura
Pois morrer pelo teu amor será a minha sina
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" R y k @ r d o "
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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Primavera - Esperança

Gifs de janelas (con imágenes) | Flores bonitas, Fotos lindas ...
( imagem da net )
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Abrem-se as janelas
Sopra o vento
Passa sereno, lentamente
Como se não houvesse gente
Olhando através delas
Nasce o sol
Aquecendo o coração
Docemente
É primavera, nascem as flores
Crescendo alegremente
Esvoaçam borboletas, novos amores
Ouve-se o silêncio do medo 
Nas pessoas fechadas
Confinadas
Insatisfeitas, vidas privadas
De liberdade
Livremente, querem respirar 
O ar de um novo tempo 
Sem lamento
Que haja esperança, alento
A pureza, a alegria, fraternidade 
O abraço, o beijo, o amor
A Pandemia vencida
Uma nova vida
Sorrisos de felicidade
Na passagem do vento
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" R y k @ r d o "
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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Seco arvoredo

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Seco arvoredo, silêncio, desditoso destino
Açouta o vento, solidade, a fria subtileza
Sonhos vadios, folhas inertes, o caminho
Frágeis reflexos do tempo, rústica beleza
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Fólios dançando, campos, de água vazios
Sopros de alma, em ressequida vegetação
Beijos esquecidos, abraços de finos brios
Laços perdidos, afectos de amor, emoção
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Fresca sombra, árvores frondosas, a ironia
Outrora fascinantes, viçosas, pura fantasia
Idolatradas pelo sentimento do amanhecer
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Sons de ternura que ninguém parece ouvir
Nesse equilíbrio do nascer, amar, e existir
Decide a natureza que, secas, vão perecer
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" R y k @ r d o ""
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terça-feira, 26 de maio de 2020

Máscara no chão


( foto minha )
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Não me apetece redigir poesia
Algo me diz para não escrever
Mas como posso se em pelo dia
Vejo, o que não queria ver
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O recipiente do lixo logo ali
Bastando pisar, pois então
Junto, uma máscara, eu vi
A conspurcar o sadio chão
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A máscara não tem culpa, não
A culpa é de quem ali a deixou
Que não quis levantar o tampão
E o solo saudável, conspurcou
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Não me apetece mesmo escrever
Porque a inspiração não existe
Ter que ver o que não quero ver
A máscara no chão, que ato triste
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Estas quadras não são um poema
Estão fora dos registos meus
Máscara no chão como tema?
Haja respeito, pelo amor de Deus
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" R y k @ r d o "
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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Apetites

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Quero o teu corpo, os teus lábios de amor
Sem esquecer o sentimento que me aflora
Quero o teu sorriso, aromado como a flor
Amar-te serenamente, ontem, hoje e agora
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Quero beijar-te ao pôr-do-sol na tarde pura
Sentir os teus lábios, e neles, enlouquecer
Quero o meu coração embebido de ternura
Relaxando em teus braços de doce prazer
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Quero ser a luz que ilumina o teu caminho
Oferecer meu peito e nele fazeres o ninho
Onde os sorrisos podem abrasar de paixão
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Nessa chama me possas doar os teus beijos
Deixes nos meus lábios, teus febris desejos
Incendiando a temperatura do meu coração

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" R y k @ r d o "
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domingo, 24 de maio de 2020

Logo hoje que é domingo

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Olho a rua, fico chateado
Lá fora está um sol lindo
E eu aqui confinado
Logo hoje que é domingo
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Claro que fico aborrecido
E nem sei o que fazer
Máscara de elástico partido
E eu sem linha para a coser
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Sim, tenho agulha é verdade
Mas a linha acabou
De tanto a usar, a realidade
É que o elástico rebentou
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O meu espelho é mentiroso
Disse-me numa gargalhada
Não precisas de máscara, ó jeitoso
Fica com a que tens colocada
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Como podia ficar feliz
Com aquele espelho intruso
Se ele sempre me diz
Que é feia a máscara que uso
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Lógico que fiquei magoado
Embora ficasse sorrindo
Ter que ouvir aquele malvado
E ficar aqui confinado
Logo hoje que é domingo
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"" Poeticamente brincando ""
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" R y k @ r d o "
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Falar de amor

( Imagem da net )
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Queres comigo, falar de amor
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Viver o sentimento interior
Falar de coisas usuais
De cinema, livros, campo, mar
Coisas simples, triviais
Das conversas que nunca tivemos
Alegrias, noites frias, realidade
Das tristezas que vivemos
Dos passeios em liberdade
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Vem comigo, falar de amor
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Palavras soltas, beijos trocados
Tantos abraços apertados
Da ternura que nos envolvia
Dos sorrisos de felicidade
Das fugas à verdade
Quando tarde um de nós chegava
Mentia, e o outro acreditava
Na jurada fidelidade
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Vem comigo, falar de amor
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Caminhos separados, resta a dor
O desfolhar de uma qualquer flor
Bem-me-quer, mal-me-quer
Secaram as juras de amor
As promessas por concretizar
Esquecidas na tua voz de mulher
Que nunca num momento sequer
Ousaste, ou quiseste perguntar
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Se contigo queria,  falar de amor

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" R y k @ r d o "
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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Amor Proibido

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Têm teus olhos, a doçura do inesperado
O teu corpo, o aroma do jardim em flor
Doas um sorriso de carinho perfumado
Ofertando o teu coração, ternura e amor
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Teu olhar, o carisma da candura e afecto
São teus lábios, escóis do meu desatino
Perfume selvagem do inebriante deserto
São a brilho, que ilumina o meu destino
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Andejam pela minha mente, subtis sons
Músicas celestes, de várias cores e tons
Num vazio carente de um amor sentido
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Mãos juntas, cingidas pelas existências
Onde os desejos das íngremes vivências
Têm feito do nosso amor, amor proibido

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" R y k @ r d o "
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quinta-feira, 21 de maio de 2020

De sonho vestida


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Desejo ver-te de sonho vestida
De utópicos e viris embaraços
Seres o expoente da minha vida
Poder desfalecer em teus braços
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Saborear o elixir do teu beijo
Sentir a volúpia do teu carinho
O teu cheiro quando te desejo
Amar-te em lençóis de linho
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Ver-te sorrir de olhos brilhando
Beijar os teus lábios, amando
Vestida de nudez e fina ternura
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Saborear os teus beijos molhados
Amorosa nos carinhos trocados
Sonho que nos levasse à loucura

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" R y k @ r d o "
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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Apenas um beijo


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Ouço um suspiro terno, ofegante
Os teus lábios ardendo em fogo
Na luzência da noite florescente
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Sons de amor emitidos pela libido
Poemas escritos na volúpia do luar
E lidos num delírio incandescente
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Desejo-te em desvario intemporal
Onde os meus fluidos estremecem
E me dilaceram a alma e a lucidez
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Sinto o teu corpo quente e macio 
Deslizo pelos teus encantos febris
Beijando com doçura a tua nudez
....
Sou um demente na noite escura
Meia-luz na claridade da ternura
Onde o meu suor é quente desejo
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Ouço no silêncio, o meu coração 
Dizer-me num sorriso de emoção
Que de ti, apenas quero um beijo

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" R y k @ r d o "
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terça-feira, 19 de maio de 2020

Frias madrugadas


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Amor, que nostalgia a minha alma sente
Nas noites de temporal e de forte vento
Da inquietude de um êxtase permanente
Por adormecer contigo no pensamento
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Quando no silêncio me deixo adormecer
E sinto como a solidão está junto a mim
Soltam-se os sentimentos querendo dizer
Que não se pode protelar o evidente fim
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Vivendo numa tristeza nostálgica e louca
Onde já não reparo no sorriso da tua boca
Nem posso abraçar-te nas noites geladas
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Não imaginas como me magoa o coração
Seres a fantasia do meu delírio de paixão
Companhia das minhas frias madrugadas
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" R y k @ r d o "
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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Caminhas em secos areais



Quis acompanhar-te, disseste que não
Que não me querias de ti tão perto
Quando a felicidade do meu coração
Era caminhar contigo pelo deserto
Onde nosso amor, fosse areia cristalina
E voltasse aos nossos corações vazios
Onde as manhãs fossem fresca neblina
Nos unisse como una é a água dos rios
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Sendo os areais secos de água e doçura
Que se escapam por entre a furada rede
Caminhando sozinha, nessa tua loucura
Não vais acabar sem desfalecer de sede
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De um amor que sabes ter atrás, deixado
Como quem em dias de chuva se recolhe
Sabendo que não há coração apaixonado
Que em tempo de canícula não se molhe
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" R y k @ r d o "
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domingo, 17 de maio de 2020

Êxtase doentio




Deitada em quarto escuro
   negro, sombrio

        Onde as lágrimas são gotas
             de volúpia e frio

             De um desejo em chama
               Tapete que segura o arrepio

                  De te imaginar na minha cama
                      amando-te em êxtase doentio

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" R y k @ r d o "
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Abstinência do Gemido

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Frios lençóis, cama deserta, sem sentido
Sofrem os meus lábios querendo beijar-te
Meu corpo ardendo num desejo proibido
Mãos ávidas querendo tanto acariciar-te
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Fecham-se os meus sentidos no desespero
Branca média-luz que ilumina o teu lugar
Desejo que queima num desalento severo
Amor que se esvaiu no reverso do acordar
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Sonhos tristes vagueiam pelo  pensamento
Corpo suado, oca noite, profundo lamento
Inabitável sono na minha cama, esquecido
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Silêncios formados nos díspares pensares
Buscando colher essências suplementares
Que substituam a abstinência do gemido
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" R y k @ r d o "
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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Não sei, se sei, escrever Poesia


( imagem da net )
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Não sei, se sei, escrever poesia
Não sei falar do som das palavras
Não conheço o fim da imaginação
Não sei se sou como uma pena
Que redige em páginas de ilusão
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Não sei escrever palavras bonitas
Que ocupem a tua alma, o sentir
Não sei se o teu sorriso tem cor
Nem sei se conheço o teu olhar
Nem sei o teu nome, meu amor
..
Não sei como são os teus lábios
O teu rosto, o fio do teu cabelo
Não sei qual é a forma da razão
Não sei qual a cor do sentimento
Que vagueia pelo meu coração
.
Não sei que poema posso oferecer
Quando nem versos sei se escrevo
Não sei até onde chega a fantasia
Quando pelo teu amor me atrevo 
A dizer que até sei escrever poesia
...

" R y k @ r d o "
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