segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Olhei o infinito encontrando teu doce olhar

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Olhei o infinito encontrando teu doce olhar
Mostrando o tempo que teu coração trunca
Quando meu ego me sussurra que se calhar
Esse nosso amor é infinito, não acaba nunca
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Palavras sem acepção separam a felicidade
Quando o termo lido aos meus olhos me diz
Que o amor no silêncio da palavra saudade
Está nesse infinito qual assaz destino infeliz
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Está no teu coração a palavra escrita e nua
Que sabes ser nosso destino e vontade tua
No infinito que olho e me gela em calafrio

Nostalgia de um amor  que um dia nasceu
Esse quente coração que eu sabia ser meu
Hoje não é mais que quente em lume frio
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Caminho pelo areal, pés desnudos de ilusão

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Caminho pelo areal, pés desnudos de ilusão
Como quem vagueia através do sol poente
Afago com carinho meu aniquilado coração
Que brota lágrimas de saudade, docemente
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Na solidão do meu andar, solta-se o sorriso
Por recordar palavras que ficaram por dizer
Tão caladas que até parecem ser um aviso
Desse teu carinho que não me deixaste ter
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Queimam-se meus pés pela negrura da vida
Areais molhadas que lavam a paixão sofrida
Feridas abertas no divagar do alheamento
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Chegam as ondas que me refrescam a mente
O corpo, o amor que te ofereço, eternamente
Quando não te deixo sair do meu pensamento
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sábado, 15 de outubro de 2016

Ficando atrás chagas de dor em débil coração .

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É o teu olhar o caminho que leva ao além
Dos meus sentidos que ardem por desejo
De te ter num abraço como quer também
Saborear o aroma que emana do teu beijo
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É teu coração meu desejo mais profundo
Quanto te olho e proclamo minha timidez
Vives em mim qual sentimento moribundo
Exausto de triste pela tua infausta avidez
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Palavras de silêncio em sorriso tão formoso
Juras e apertados amplexos, olhar delicioso
Deslizando de meus olhos gotas de emoção
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Foste em auréola de um sonho assaz delirante
Palavras ditas, confessas em utopia constante
Ficando atrás chagas de dor em débil coração
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Quando neste banco, vivo a triste solidão

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Quando neste banco, vivo a triste solidão
A tua imagem mora em meu pensamento
Tristeza que castiga o meu ferido coração
Que sente tua ausência em forte tormento
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Quando neste banco, revivo teus carinhos
Que tão longe deixaram fazer tortuosidade
Correm-me as lágrimas em afiado espinho
Nesse pensamento que já viveu felicidade
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Triste solidão que neste corpo deixa ferida
Quando relembro a palavra mais proferida
Entre beijos em que eras o meu doce amor
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Termo olvidado entre solitária neblina fria
Sinto meu coração viver nesta melancolia
Solidão por sentir tão dura e sufocada dor
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sábado, 8 de outubro de 2016

O olhar no além dos teus olhos

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Olhei teus olhos, tristes pareciam
Olhando os campos em abandono
Vias que de árvores, folhas caiam
Estava chegando o mês de Outono
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Outono tem a graça da doce ventura
Em que se compõem outras estações
Dias frios em que olhares de ternura
Abraçam o sentir de nossos corações
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Teus lábios duas folhas verdejantes
Como são formosos os olhares teus
Vendo eu por alguns raros instantes
Como desejavam colar-se aos meus
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Teus lábios qual água de fonte pura
Mata a sede quem neles se saciam
Teu sorriso é minha doce ventura
Olhei teus olhos, de tristes, sorriam
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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Quando tua língua desfruta da doçura que vês em mim

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Teus lábios ávidos, deixam meus apetites fervilhando
No carinho do toque que teus desejos buscam sem fim
Rocia meu corpo em suores de apetite por ti clamando
Quando tua língua desfruta da doçura que vês em mim
Teu olhar se perdendo nos trilhos deste corpo somente
Sabor a sal, delírios de mel, na apetência do teu desejo
Ondas de dulçor vindas dos teus lábios, tão docemente
Soltando em mim os sucos do sabor doce do teu beijo
Viajas pelos desejos que teu querer por meu corpo reluz
Nas vertentes mais belas que em tua mente, raios de luz
Reflecte volúpia, feita dilecção e malícia em esplendor
O suor do teu corpo que pelo meu escoa sem direcção
Trazendo em gotas o sabor da lascívia do teu coração
Que sobre minha pele deixam "lágrimas" do teu amor
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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sou gente onde não sou ninguém.

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Neste mundo ingrato e misterioso
Onde sou um nada, sendo alguém
Nesse nada tão justo e desditoso
Sou gente onde não sou ninguém
Ando pelo mundo da ingratidão
Onde a palavra caminha cansada
Sinto palpitar meu triste coração
Sabendo que afinal não sou nada
Luta de pensamento e tristeza
Entre alguém que não é nada
Sou olhar justo numa certeza
Quando olho a lua iluminada
Vocábulo de justiça que condena
Incautos sonhos de rei faustoso
Sou de gente, gente tão pequena
Neste mundo ingrato e misterioso
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Nadam pétalas sob águas em êxtase e esplendor

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Nadam pétalas sob águas em êxtase e esplendor
Correm devagar pelos caminhos de sábia viagem
Diluem-se pelos vales deixando frescura e amor
Dão vida às flores que renascem à sua passagem
Água de vida desce pelas frinchas dos rochedos
Caminham livremente como beijos esvoaçando
Vinda do além por anelos, carreiros sem medos
Como os beijos que do coração vão desfilando
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Quando uma lágrima é fruto da triste ansiedade
Como a água que corre da cascata em liberdade
Unem - se sensações numa emoção que cresceu
Recordam as pétalas que caem da rosa e partem
Por veredas do sentimento que na alma nascem
Deixando tristeza no sentir do pensamento teu
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terça-feira, 29 de março de 2016

Esvoaçam pensamentos sobre as folhas enrugadas

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Esvoaçam pensamentos sobre as folhas enrugadas
Lembram tempos antigos de uma vida que passou
Desatinos afligidos por conversas de tantos nadas
Coração endurecido por alguém que tanto se amou

Esvoaçam ideais por entre jardins nus, despidos
De um Outono que deixou estirpes endurecidas
Crescem folhas de Primavera eu caules omitidos
Na recordação do amor em promessas vencidas

Esvoaçam imaginários pelas serranias da saudade
Dor de coração d'uma relação seca por ansiedade
Viagem pelo além das noções fuscas da imensidão

Esvoaçam raízes de ternura pelos trigais e estrelas
Numa dança ritmada de papoilas dantes vermelhas
Hoje, secas e rugadas como rugado está meu coração
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sábado, 26 de março de 2016

PÁSCOA FELIZ


Desejo a todos os amigos/as, visitantes, comentadores/as, suas famílias e amigos uma ...
PÁSCOA MUITO FELIZ.
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