sábado, 27 de maio de 2017

Deixei de ser … um pouco de nada

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Não sei quem sou, talvez pensamento
Serei gente, o imaginário, o momento
Apenas corpo, pele enrugada
Talvez seja tormento, alma agitada
Uma gota de água, uma semente
O êxtase, o homem que ternamente
Pensa em ti, suspiro profundo
Talvez seja um pouco do mundo
Seja a escrita, o instante
O silêncio, a palavra sussurrada
Não sei se do além, renasci
Se voltei a ser gente
Sei apenas que, nesse amor, por ti
Deixei de ser … um pouco de nada
Voltei a sentir a alma apaixonada
Para te amar ... eternamente
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Nem tudo seria amor, nem decerto, felicidade


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Queria ir viajar pelos caminhos da Primavera
Mas não sei por onde ir nem sequer começar
Confessa o meu coração que o bom que era
Era se tu quisesses esse caminho me ensinar
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Iríamos os dois, olhos sorrindo, nos olhando
Embebecidos com as flores lindas, aromadas
Sentindo o nosso coração de amor, palpitando
Como era amoroso seguirmos de mãos dadas
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Nem tudo seria amor, nem decerto, felicidade
As curvas do caminho, teriam a cumplicidade
Que sempre nos mostra a beleza da linda flor
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Mas acredita que, na nossa destemida paixão
Acharíamos os caminhos que o nosso coração
Nos mostra quando transborda de doce amor
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domingo, 16 de abril de 2017

Páscoa Feliz


Não cruze os braços diante de uma dificuldade, pois o maior e mais sábio homem do mundo morreu de braços abertos, como prova real da generosidade e fraternidade do seu abraço!

FELIZ PÁSCOA PARA TODOS

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Mágoas: Molham a alma de aspereza e dor de vida

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Mágoas, qual água de tortura agreste
Que irrompem pelas ruelas do coração
Duras raízes de vida, qual arcipreste
Que nos assolam qual lava de vulcão
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São tão tristes os doridos sentimentos
Que caminham por nevoeiro envolto
Pesares de vida, tortuosos momentos
Frias águas que correm em nosso rosto
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"Bebidas" por lábios que o rosto, beijam
Quando em silêncio olhos lacrimejam
E deixam escorrer tão tristes  lágrimas
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Molham a alma de aspereza e dor de vida
Revoltam-se contra a razão de voz dorida
E por isso, só por isso, são duras mágoas
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Como esquecer as ondas suaves do mar

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Como esquecer uns lábios que beijam
Oferecendo a luz e a voz da sedução
Mostrando o amor que tanto desejam
Arfar da pureza de um doce coração
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Como não lembrar um olhar de ternura
Sentimentos sadios, abraços de alegria
Mostrando toda a mélica e fina doçura
Em palavras de silêncio, pura fantasia
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Como esquecer as ondas suaves do mar
Que entravam dentro do nosso coração
Beijo trocado, alma doce, forte palpitar
Entre delírios de amor doçura e paixão
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Olhos molhados por meiga recordação
De momentos puros tão lindos de viver
Como calar a voz de um dorido coração
Quando se nega a teus beijos, esquecer
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Olhei o infinito encontrando teu doce olhar

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Olhei o infinito encontrando teu doce olhar
Mostrando o tempo que teu coração trunca
Quando meu ego me sussurra que se calhar
Esse nosso amor é infinito, não acaba nunca
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Palavras sem acepção separam a felicidade
Quando o termo lido aos meus olhos me diz
Que o amor no silêncio da palavra saudade
Está nesse infinito qual assaz destino infeliz
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Está no teu coração a palavra escrita e nua
Que sabes ser nosso destino e vontade tua
No infinito que olho e me gela em calafrio

Nostalgia de um amor  que um dia nasceu
Esse quente coração que eu sabia ser meu
Hoje não é mais que quente em lume frio
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Caminho pelo areal, pés desnudos de ilusão

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Caminho pelo areal, pés desnudos de ilusão
Como quem vagueia através do sol poente
Afago com carinho meu aniquilado coração
Que brota lágrimas de saudade, docemente
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Na solidão do meu andar, solta-se o sorriso
Por recordar palavras que ficaram por dizer
Tão caladas que até parecem ser um aviso
Desse teu carinho que não me deixaste ter
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Queimam-se meus pés pela negrura da vida
Areais molhadas que lavam a paixão sofrida
Feridas abertas no divagar do alheamento
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Chegam as ondas que me refrescam a mente
O corpo, o amor que te ofereço, eternamente
Quando não te deixo sair do meu pensamento
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sábado, 15 de outubro de 2016

Ficando atrás chagas de dor em débil coração .

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É o teu olhar o caminho que leva ao além
Dos meus sentidos que ardem por desejo
De te ter num abraço como quer também
Saborear o aroma que emana do teu beijo
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É teu coração meu desejo mais profundo
Quanto te olho e proclamo minha timidez
Vives em mim qual sentimento moribundo
Exausto de triste pela tua infausta avidez
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Palavras de silêncio em sorriso tão formoso
Juras e apertados amplexos, olhar delicioso
Deslizando de meus olhos gotas de emoção
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Foste em auréola de um sonho assaz delirante
Palavras ditas, confessas em utopia constante
Ficando atrás chagas de dor em débil coração
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Quando neste banco, vivo a triste solidão

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Quando neste banco, vivo a triste solidão
A tua imagem mora em meu pensamento
Tristeza que castiga o meu ferido coração
Que sente tua ausência em forte tormento
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Quando neste banco, revivo teus carinhos
Que tão longe deixaram fazer tortuosidade
Correm-me as lágrimas em afiado espinho
Nesse pensamento que já viveu felicidade
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Triste solidão que neste corpo deixa ferida
Quando relembro a palavra mais proferida
Entre beijos em que eras o meu doce amor
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Termo olvidado entre solitária neblina fria
Sinto meu coração viver nesta melancolia
Solidão por sentir tão dura e sufocada dor
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sábado, 8 de outubro de 2016

O olhar no além dos teus olhos

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Olhei teus olhos, tristes pareciam
Olhando os campos em abandono
Vias que de árvores, folhas caiam
Estava chegando o mês de Outono
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Outono tem a graça da doce ventura
Em que se compõem outras estações
Dias frios em que olhares de ternura
Abraçam o sentir de nossos corações
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Teus lábios duas folhas verdejantes
Como são formosos os olhares teus
Vendo eu por alguns raros instantes
Como desejavam colar-se aos meus
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Teus lábios qual água de fonte pura
Mata a sede quem neles se saciam
Teu sorriso é minha doce ventura
Olhei teus olhos, de tristes, sorriam
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