sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Quadras que escrevo . Parte III

Queria de desgostos a sua vida desonerar
Por isso cantava odes de esperança
E sentia naquela que passava o seu olhar
Sorrindo, como convidando a uma dança

Marinheiros que em águas labutavam
E nas ondas mexiam lentamente
Sorriam para os peixes que passavam
E com destreza acenavam alegremente

Chorava o pobre pedindo clemência
Das suas culpas não sentidas
Qual pajem que na sua inocência
De forma desazada cura as suas feridas

Era o homem talhado para desbancar
Aquele que desaurido gritava
Deixem que possa enodar
Para segurar as coisas que amava

No seu árula rezava o sacerdote
Enquanto cá fora uma bátega fustigava
E os crentes prometiam o seu dote
A quem com eles com fé falava

2 comentários:

  1. Bem, não há dúvida que assim contribuis para melhorar a minha apenas básica, cultura linguística. Grata.
    :)))

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  2. L

    Não brinques com este modesto iletrado
    .

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