quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Olha-me

Deixa-me navegar
No silêncio do teu desejo
Ser barco da tua concepção
Ser a vela defraudada ao vento
O delirio do teu pensamento
Ser ondas em águas de amor
Do teu beijo, ser o sabor
Ser o bater do teu coração
Ser a voz do teu olhar
Deixa-me caminhar
Sobre as vagas que te abrangem
Abraçar-te em cerceados laços
Deixa-me seguir os teus passos
Fazer parte dos teus sonhos
Ser a água, a dubiedade
A tua ansiedade
Deixa-me ser a tua coragem
O teu fogo, a tua aragem
Deixa-me ser o bago de cereja
Deixa-me ser a fruta
Que o teu ego deseja
Deixa-me ser o mar
Dos tuas fantasias
Deixa eu ser a palavra
Que nunca disseste
Que pensaste que não existia
Deixa-me ser a noite
O primeiro dia
Da tua imensidade
E anseio de amar

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