quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Caia a noite, soprava o vento pelas frestas do silêncio

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Caia a noite, soprava o vento pelas frestas do silêncio
Triste, melancólico, lento, numa curiosidade sem fim
Ouvia-se o estremecer da luz das estrelas nos umbrais
Vagas de reflexões irrompiam como versos ancestrais
No ermo adormecer perfumado por pétalas de alecrim

Bulícios de água batiam como alguém bate na retirada
Anúncios de voz em destroços dos silêncios dissipados
Solidão desacomodada em partículas de esmero e nada
Páginas escritas pela sonoridade da suave madrugada
Finas lágrimas de amor caiam em olhos assaz cansados

Luz vadia no bocejo audaz de um dorido pensamento
Lençóis enrugados num corpo suado, amor sonhando
Carências do sentimento florescidos por alva ternura
Ouvem o vento que passa indiferente à deusa aventura
Qual delírio de vento de quem sonha e acorda amando
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12 comentários:

  1. Oi Ricardo,
    Simplesmente lindo!!!
    Beijos
    Lua Singular

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  2. Arrepiante de tão lindo. Um fascinante poema

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  3. Ricardo, este poema é dos mais belos que li aqui, muito amoroso e a deixar pensar o coração

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  4. Uauuu...Que poema lindo...Nossa, como eu gostava que esta melodia fosse cantada ao meu ouvido!!
    Lindo de mais.

    Beijuuusss

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  5. Bom dia
    Meu Deus! Este poema é algo de extraordinário...
    Como para ti, todos os adjectivos são poucos para te elogiar a ti, e aos poemas... Apenas digo: Estupidamente Soberbo - AMEI!

    Beijo e um dia feliz.

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  6. Que imponência! Um poema extraordinariamente bem elaborado...uma autêntica obra prima poética! Mereces um aplauso de pé, Ricardo! Um abraço e um dia inspirador

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  7. Olá, Ricardo. Um de seus melhores poemas, entre os que já li.
    Te convido a seguir, se desejar, meu blog: projetoararasopb.blogspot.com
    Ele é voltado à conscientização ambiental. Projeto da OPB - Ordem dos Poetas do Brasil. Agradeço.

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  8. Belíssimo poema, Ricardo! A primeira estrofe então, é soberba.
    É, parece que o vento passa sempre indiferente em relação às nossas tristezas e amarguras.
    xx

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  9. Olá Ricardo
    Lindo poema, parabéns. Um forte abraço.

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