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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Papoilas vermelhas, flores de vida ...

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Papoilas vermelhas, flores de vida
Campo de trigo dourado
Nossos olhares se encontraram
Lenço na cabeça, foice na mão
Naquele dia de verão
Palavras ao vento, flor derretida
Nosso amor tinha chegado
Nesse encontro de ocasião

Olhaste para o trigal, 
Sorriso envergonhado
Olhei para o céu, 
Em olhar desencontrado
Fim de tarde, hora de terminar
O dia de trabalho, onde te fui encontrar
Recreada, pujante em energia
Deixaste que a foice cortasse
O trigo que ali ao vento dançava
Mas que o teu olhar já não via

Perguntei-te qual o destino
Baixaste os olhos, envergonhada
Falaste, não percebi nada
Com um sorriso, divertida
Mostraste que nos campos de trigo
Perante olhares de carinho
Existem papoilas vermelhas, flores de vida
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ai Amor se tu soubesses.

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Ai amor se tu soubesses
Quantas lágrimas já foram derramadas
Sobre meus lençóis, almofadas
No desespero da saudade
Entre lenços de branca alvura
Escuridão sem ternura
Feitas de tantos nadas

Ai amor se tu soubesses
Quantos sonhos, folhas da maldade
Peguei em árvores de solidão
E as encostei ao coração
Como sonhos espalhados pelo chão
Entre preces de vento, em vão
Como se o banco vazio, triste e frio
Fosse a nossa verdade

Ai amor se tu soubesses
Quanta saudade existe, quando triste
Pensando nas promessas de amor
Do tanto que tu mereces
E vendo murchar a for
Uma infinita dor
Rasga o meu caminho
Num banco, entre folhas caídas
Sinto-me tão sozinho
Ai amor se tu soubesses.
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Silenciosamente...chove.

( Imagem da net )
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Silêncio em água caindo
Chove
Ruas desertas de passos apressados
Chuva em céu cinzento
Gotas que caem de nuvens esquecidas
Lágrimas de amor, arrefecidas
Que da solidão estão fugindo
Do compasso da demora
Chove
Pingos em rodopio de dança
Sussurrar de água esbatida
Fazendo ao homem lembrar
Que a chuva é vida
Força em grito de esperança
Em almas vazias
Coração aquecido, um afago
Tantas noites, tantos dias
Sem amor nem bonança
Chuva que cai. Comove
Abre-se a vidraça. Ninguém passa
Silenciosamente
Chove
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Germinam amores de aptidões perfumadas

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Em campos de liberdade e de sonho contido
Germinam amores de aptidões perfumadas
Que entram na mente dando cor ao sentido
Que molham os olhos em gotas enfeitadas

Orvalho de chuva que escorre na lembrança
Olhar esquecido na alvorada de outro tanto
Flores de amor que enfeitam em fina dança
O coração de quem ama uma flor do campo

Caricias de vida que afloram ao pensamento
Amor que vence caminhos de amor sem tempo
Murais, triunfo na arte da ternura e sedução

Caminham pelos campos e jardins de pureza
Delirando com o devaneio da tua fina beleza
Fazendo ser um campo de amor, meu coração
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ternuras embaladas pela doçura que tem um beijo

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Caminhava meu coração por entre fechado nevoeiro
Por estreitos clamores de aplauso e sentida saudade
Errando por entre sombras e vozes de amor primeiro
Qual dança de emoções na busca de amor e verdade

Pensamento que transporta sentimentos de procura
No sabor mélico de um beijo que se deu tão fugidio
Ondas de felicidade impregnam os olhos de ternura
Em gotas de caricia, qual margens de segredado rio

Danças de olhares em aquecida sala de emoções
Desejos de abraços quentes e tremor de corações
No percorrer de sentimentos envoltos em carinho

Pétalas de flores perfumadas no sabor d`um desejo
Ternuras embaladas pela doçura que tem um beijo
Braços entrelaçados por cruzamentos de caminho
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

vagueavam sonhos por entre selva ardente ...

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Vagueavam sonhos por entre selva ardente
Em desejo desamparado de prazer e ardor
Folhas caindo sobre o pensamento carente
Numa floresta de carinho e dádiva de amor

Canteiros que ardem em flores embaciadas
Nevoeiro que aflora na robustez da alma
Olhares ousados no calor de forças negadas
Pelo extasio do sentimento que nos acalma

Calor de fogo que arde nas entranhas do ser
Que faz do pensamento a intrepidez do saber
Até onde o caminho é força do forte resistir

Numa “estrada” em lume qual selva em flor
Onde as variações são fruto de árduo fulgor
Fazendo da cumplicidade a razão do existir
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

coração repleto de amor e tanto nada.

(Imagem de net )
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São teus olhos espelho de alma iluminada
Como rosas que se amam em seiva de amor
Expondo o choro d`uma alma apaixonada
Entre sorrisos de chuva refrescante de dor

São teus lábios fontes de água fina e pura
Correntes de energia na áurea da tua vida
Fontes de saudade brotando tanta ternura
Em sentimentos de sonho e luz esquecida

São teus sonhos peças que germinam amor
Rosadas em carinho nas tuas faces de flor
Puridade de luz em escura noite estrelada

Gerando em quem te ama a palavra saudade
Reflexões mudas que criam dor e ansiedade
Num coração repleto de amor e tanto nada
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domingo, 31 de agosto de 2014

Coração ... reflectido na água do meu solitário caminho ...

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Caminho sobre o areal em vida de esperança
Transporto no pensamento a palavra saudade
Sorrio das ondas qual musical em fina dança
Que me acalmam como pérolas de santidade

Soltam-se em mim apetências e sentimentos
Por saudade dos teus abraços e doce olhar
Sinto nos meus passos carícias e tormentos
E nesses tormentos afagos do tanto te amar

Face molhada por salpicos da divindade água
Recordam-me como sinto nostalgia e mágoa
Ao caminhar pelo areal sem dilecto destino

Fazendo do silêncio, sorriso de amor e ilusão
Deixando sobre o mar sinais do meu coração
Reflectidos na água do meu solitário caminho
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Rimas ou versos de amor...

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 Gostava de escrever algo de primoroso para ti
Onde te mostrasse as ondas do meu pensamento
Um poema que dissesse o que tenho retido aqui
E sentisses no peito a força do meu sentimento

Não precisava ser em rima ou versos de amor
Bastava que o teu coração sentisse bater o meu
Que tu te sentisses como a mais bela e doce flor
Num poema em palavras deste amor que é teu

Seriam palavras entrançadas em polidez e calma
Quentes na frescura que te satisfizessem a alma
Mostrando nas rimas que este amor não é ilusão

Em palavras fáceis mostrar-te a força do saber
Sorrindo nas lágrimas que choro por não te ter
Em perfumados versos que enchem meu coração
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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pólen de pura flor...

( Imagem da net...)
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Amo-te no infinito, sem tempo
No tempo que gere minha vida
Amor desumano, qual tormento
Robusto querer, vontade sentida

Amo-te na essência da loucura
Paixão delida em fantasia e amor
Fina dedicação em doce ternura
Afecto em mim, pólen de pura flor

Amo-te mélico amor, insuspeitado
Vivido na incerteza da emoção
Que num gesto tímido e calado
Te oferece o amor do meu coração
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domingo, 24 de agosto de 2014

Olhei as estrelas em noite escura

( Imagem da net )
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Olhei as estrelas em noite escura
Li poesia no vento que passava
Senti no rosto a tua frescura
Num poema que me iluminava

Vi sorrisos numa estrela distante
Que iluminava o céu de luz e cor
Era de todas a mais brilhante
Clareava o meu coração de amor

Deixei-me embalar pela doce poesia
E a noite escura deu lugar ao dia
E dessa estrela recebi fina alvura

Sentindo os sonhos em mim vibrar
Desejando a tua luz tão invulgar
Olhei as estrelas em noite escura
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Saberá teu coração o quanto sofre o meu

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Saberá teu coração o quanto sofre o meu
Nas noites de insónia de vivência isolada
Em que estrelas trazem gosto do beijo teu
E a luz de teus olhos de paixão imaculada

Saberão teus olhos o sofrimento dos meus
Quantas lágrimas brotam do meu coração
Com saudades dos açucarados beijos teus
Que deixaram em mim tanto amor e ilusão

Saberão os teus anseios o quanto te desejo
O gosto nunca esquecido do primeiro beijo
Trocado entre promessas na margem do rio

Saberá o teu silêncio quanto dói este amor
Que clama por ti como beijo de beija-flor
Que pela tua ausência gela de quente frio
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sinto no peito palavras esquecidas...

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Sinto no peito palavras esquecidas
Odes de amor ditas pelo teu olhar
Ternuras por desejo, foram vividas
No silêncio do eco de nosso sonhar

Sinto na alma prantos do teu sorrir
Verdades de amor em tons secretos
Lembranças que deixámos partir
Omitidos na curva de nossos afectos

Abraço dado na fortaleza do teu ser
Fraqueza de vida que fez esquecer
Tantas alegrias, delírios de emoção

Força de um amor ardendo em chama
Sensações que queimam a dor da alma
E fazem lacrimar meu dorido coração
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sábado, 9 de agosto de 2014

Foi por ti ...

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Foi por ti
Que deambulei pelo desnorte
Entre os espaços dos pingos de chuva
Que caia sobre o meu peito
Percorri monte, vales agrestes
Toquei nos flocos do nevoeiro
Apenas por ti

Foi por ti
Que seleccionei as rimas
Em palavras perfumadas pelo teu olhar
Quando saltavam das minhas mãos
Em direcção ao teu coração
Que silencioso dizia
Suspirar por mim

Foi por ti
Que corri pelas montanhas
Enfrentei ventos agrestes 
Que acariciavam meu rosto
Em caricias de flores campestres
Que me perdi por entre as neblinas
No barulho da solidão
Foi apenas por te amar
Te querer e desejar
Foi apenas… por ti
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

No olhar solitário da tua passagem

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Olhei para ti, meus olhos sorriram
Percebi que algo acontecia, não liguei
Era o princípio de um desejo infinito
Trocadilhos em versos que partiram
Nas palavras esquecidas do astro-rei

Estando só, na vertente do pensamento
Imaginando nós dois de coração unido
Não, não me digas que ando distraído
Num amor que sabemos proibido
Mas que faz parte do nosso alento

Que importa, se o sol não nasce pela manhã
Se o nevoeiro acompanha as agruras
Se os nossos gostos de tocam e entendem
Se por vezes não se compreendem
Nas palavras e nossas loucuras

Sinto o teu perfume que me encanta
Nas manhãs de chuva que cai lá fora
Em momentos de maior solidão
No meu olhar quando me debruço
No vão da janela, como estou agora
Chuva em lágrimas, em sons de soluço
Grito lascivo deste pobre coração

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