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Vagueavam sonhos
por entre selva ardente
Em desejo desamparado
de prazer e ardor
Folhas
caindo sobre o pensamento carente
Numa
floresta de carinho e dádiva de amor
Canteiros
que ardem em flores embaciadas
Nevoeiro que aflora na robustez da alma
Olhares ousados no calor de forças negadas
Pelo extasio
do sentimento que nos acalma
Calor de
fogo que arde nas entranhas do ser
Que faz do
pensamento a intrepidez do saber
Até onde o caminho
é força do forte resistir
Numa “estrada”
em lume qual selva em flor
Onde as variações
são fruto de árduo fulgor
Fazendo da
cumplicidade a razão do existir
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