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Olhei para
ti, meus olhos sorriram
Percebi que
algo acontecia, não liguei
Era o princípio
de um desejo infinito
Trocadilhos em versos que partiram
Nas palavras esquecidas do astro-rei
Estando só, na vertente do pensamento
Imaginando
nós dois de coração unido
Não, não me
digas que ando distraído
Num amor que sabemos proibido
Mas que faz parte do nosso alento
Que importa,
se o sol não nasce pela manhã
Se o
nevoeiro acompanha as agruras
Se os nossos
gostos de tocam e entendem
Se por vezes
não se compreendem
Nas palavras
e nossas loucuras
Sinto o teu
perfume que me encanta
Nas manhãs
de chuva que cai lá fora
Em momentos de maior solidão
No meu olhar quando me debruço
No vão da
janela, como estou agora
Chuva em lágrimas, em sons de soluço
Grito lascivo deste pobre coração
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