sábado, 30 de setembro de 2017

Sabe o teu coração, o meu amor sentido

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Sabe o teu coração, o meu amor sentido
Que te pertence e jamais se vai embora
Como uma adaga em corte emperdenido
Perfurante punhal que me fere e devora
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Por ti sinto meu coração bater, tão ferido
Pelas promessas que me fizeste, outrora
Gotas de suor dele escorrem, tão dorido
Dores de alma. Pálidas lágrimas, agora
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Iluminado é o sol que à noite se esconde
Trôpegos passos que caminham até onde
Imagino tua luz de amor poder encontrar
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Sinto nesta alma devota, para ti sincera
Que o nosso amor se esfumou, quimera
Como é triste o sonho e o meu caminhar
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4 comentários:

  1. Olá, Ricardo!
    Mais um maravilhoso poema. Além de ter gostado de tudo, adorei cada palavra do primeiro terceto.

    {Iluminado é o sol que à noite se esconde
    Trôpegos passos que caminham até onde
    Imagino tua luz de amor poder encontrar} ____ PARABÉNS.

    Bom fim de semana
    Beijo

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  2. O amor por vezes dilacera o coração.
    Maravilhoso soneto
    Um abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  3. Um amor ausente magoa. O poeta sabe transfigurar essa ausência com palavras que só o coração conhece...
    Uma boa semana.
    Um abraço.

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  4. Magnífico poema amigo com emoções fortíssimas!
    Impossível não estremecer por cada verso lido!
    ADOREI...como sempre mostras que a tua genialidade poética está sempre ao rubro!
    Um abraço

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