sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Teus lábios..
*
Dos teus lábios sadios
Saem beijos, desvarios
Promessas de amor fiel
São flores de alecrim
Parecem dar para mim
Sorrisos com sabor a mel
Teu olhar de carisma e amor
Teu cabelo ondulante em flor
Força de poema entre os sábios
São a razão dos meus desejos
A tentação dos meus beijos
Como são lindos os teus lábios
Tua presença, sonho acordado
Teu olhar penetrante e ousado
Teus lábios minha tentação
Minha flor, meu perfume
Que me queima feito lume
Lábios teus, amor do meu coração
...
Saudade...
.
De que vale ter saudade
Quando em simples verdade
É apenas um pensamento
Do amor em fina prosa
Faz secar o perfume da rosa
Quando o Amor é um tormento
De que vale ter saudade
Quando só houve maldade
Num amor que acabou
Se o coração sente mágoa
E a alma fica em chaga
Por quem nunca nos amou
De que vale ter saudade
D`outros tempos, outra idade
De palavras ditas compressas
Se o amor foi entretimento
Brincadeira de um momento
De mentiras e falsas promessas
*
domingo, 21 de outubro de 2012
Arrepios, solidão e...Mar
Sentei-me sobre a areia
à beira mar
Fresca aragem fustigava-me o rosto
arrepiei-me
Olhei as águas que indiferentes
vinham e iam numa canção de embalar
Senti que tocavas a minha mão
Arrepiei-me
Não quis olhar
Deixei vaguear o pensamento
Pela água em ondulação
Vi-te lá no horizonte, sorrindo para mim
Um sorriso sem fim
Como não têm fim os encantos do mar
Senti um beijo ardente
Na fresca ansiedade
Da minha alma carente
Arrepiei-me
Pelo sonho acordado do ser solitário
Do impróprio desejo
Da carência, da tua ausência
Do grito abafado
Arrepiei-me
Por estar na areia sentado
E por sentir que a água salgada
Era a minha solidão
Arrepiei-me
Por não estares a meu lado
Mas sentir-te no coração
***********
DESCULPA
Desculpa se te comecei a amar
Embora saiba que a minha afeição
É musica para os teus ouvidos
Desculpa das palavras que penso e não te digo
Das frases que os meus olhos "falam"
e tu não ouves nem vês
Desculpa das noites que passo sem dormir
Porque penso em ti
No teu sorriso, no teu olhar meigo e carente
Desculpa pelo afecto que nutro por ti
Pelos pensamentos que te dedico
Desculpa pela enlevo das promessas que te faço
Por sorver dos teus lábios o teu sorriso
Da exacerbação de molhada lágrima
Que sinto deslizar pelo meu rosto
Quando acordo e sinto a tua ausência
Desculpa pelas minhas secretas palavras
Que te quero dizer no meu silêncio
Desculpa se as minhas cálidas mãos
Te procuram afagar na noite sem tempo
Numa atmosfera de solidão e escuro
Como sombria é a minha vontade
E num momento de desencanto
Derramando lágrimas de pranto
Em sentida voz calada, te peço
Desculpa
*
Reeditado em 15-09-2013
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Caminham ...
Mãos dadas
Olhares envergonhados
Dois seres
apaixonados
Duas almas encontradas
que seguem passeando
de mãos dadas
Amando
Corações unidos
Puros sentidos
vendo o mundo girar
e num olhar
prometendo
Sem falar
Surge o beijo
no desejo
de frases trocadas
e num sorriso "rasgado"
caminham lado a lado
De mãos dadas
.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Recordações
Quando penso em prosas sobre esferas
Cogito em ti bonina, cristalina e querida
Pensamentos recônditos de outras eras
Que surgem em mim como prova de vida
E dos meus lábios, boca triste e dolorida
Mágoas reverentes, abandonadas e severas
Saem palavras em voz melodiosa e sentida
De um amor sentido em outras Primaveras
Pensativo, olho o além do arrefecido tempo
Faço das ideias, paradigmas de pensamento
Sorrio por momentos meditando outro-sim
E deixo vaguear a alma como águas em lago
Olho em frente num olhar desabitado e vago
E recordações não saem de dentro de mim
*
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Olhos Molhados
Amar perdidamente uns olhos molhados
É dor que emerge do um coração exigente
É ter nos braços um amor descontrolado
Beijar olhos aguados, é amar perdidamente
Quando se recorda um amor de outrora
Sente-se no peito um frio assaz contente
Perfume de uma flor que no ânimo mora
E assim se sabe o que é amar perdidamente
Numa vida inteira sem intenção se mente
Quando o coração comporta e amor sente
Recordando o que ficou esquecido no além
É admitir uma primavera que doura a vida
É sentir o aroma de uma flor muito querida
É amar perdidamente, e não amar ninguém
.
Reeditado em 16-10-2013
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Remoinho de vento
Ao longe onde sopra o vento
Vêem-se remoinhos de poeira
São mensagens do pensamento
Querendo te achar em vez primeira
São palavras saídas da minha alma
Quando se sente entristecida
Como o vento que se não acalma
Por querer que sejas a minha vida
Nesse turbilhão que assusta quem vê
Que desespera quem na existência crê
Acontece sensibilidade, frustração e dor
Palavras que vertem o sentimento
Ao longe onde sopra o vento
Está a força do meu amor
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
BEIJO
Abarrota a minha alma, em encanto mago
O estrépito da fragrância de lindas rosas
No meu coração triste as plangências apago
Se no teu ego não existirem mágoas dolorosas
Anelo por virtudes da tua essência de flor
Que me pronunciem em vozes sossegadas
Palavras libidinosas de encanto e amor
Que perturbem ideias antes selecionadas
E neste afogueio que a minha alma invade
Desnudo a minha vontade de te saber amar
Mesmo que sofra desprazer devorador e cruel
Pelo desejo de abraçar o teu corpo de flor
Em momento inebriado pelo afeto e amor
Lábios a saber a fruto, "salgadinhos" a mel
*
Voando em liberdade
Quando voas em céu de alforria
Suavemente nas asas do vento
Geres em mim sensações de alegria
Porque voas no meu pensamento
Olhando tua graça pura e divina
Na tua liberdade que me cativa
Toda a tua formosura me fascina
No teu adejar da bela fineza altiva
Olho o céu vendo tua beleza chegar
Na suavidade de franca brandura
Dá-me vontade de te abraçar
E beijar a tua alma linda e pura
*
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