quarta-feira, 19 de setembro de 2012
BEIJO
Abarrota a minha alma, em encanto mago
O estrépito da fragrância de lindas rosas
No meu coração triste as plangências apago
Se no teu ego não existirem mágoas dolorosas
Anelo por virtudes da tua essência de flor
Que me pronunciem em vozes sossegadas
Palavras libidinosas de encanto e amor
Que perturbem ideias antes selecionadas
E neste afogueio que a minha alma invade
Desnudo a minha vontade de te saber amar
Mesmo que sofra desprazer devorador e cruel
Pelo desejo de abraçar o teu corpo de flor
Em momento inebriado pelo afeto e amor
Lábios a saber a fruto, "salgadinhos" a mel
*
Voando em liberdade
Quando voas em céu de alforria
Suavemente nas asas do vento
Geres em mim sensações de alegria
Porque voas no meu pensamento
Olhando tua graça pura e divina
Na tua liberdade que me cativa
Toda a tua formosura me fascina
No teu adejar da bela fineza altiva
Olho o céu vendo tua beleza chegar
Na suavidade de franca brandura
Dá-me vontade de te abraçar
E beijar a tua alma linda e pura
*
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Caminhar ao luar
Está luar
Estrelas brilham no céu
Ali, além
brilhantes no firmamento
Parecem sorrir ao ver-me
Paro, olho, sinto a luz
A frescura do escuro
rasgado pela "lança" de claridade
volto a caminhar, em passo seguro
"Agarro" o escuro
Como se fosse chama abrasando
"Rasgando"
As forças das estrelas
Gosto de vê-las
Me iluminando
e na noite calma
Sinto a sua benignidade
iluminar-me a alma
Um coração . Dois seres
Se o teu coração o desejar
Que eu seja o seu momento
Retira do verbo Amar
O aroma do meu pensamento
Se o teu coração o desejar
Colher a luz do meu lampejo
Diz-lhe que basta esperar
Pelo chegar do meu beijo
Se a tua alma de donzela
Quiser esperar um pouco
Virás que chega junto dela
O pensamento deste "louco"
Em pura declaração de desejo
Como água que cai no mar
Aqui te envio um doce beijo
Se o teu coração o desejar
A "caneta" de vida
És o rumor do vento
Meu alento
Aragem que me refresca
Sol que me aquece,
que me enlouquece
Este atenuar de gente
que me faz viver.
És a purpura reluzente
a flor, botão de luz
A fantasia, o acordar
o sonhar permanente
A calma do meu adormecer
a "caneta" de vida
que me faz escrever
Páginas de amor
Sem o entender
Como uma rosa nascida
Num jardim em Flor
És a fina emoção
o ardor, o desejo
o sabor de um beijo
dado sem tempo
És a esperança
O contentamento
como folha que dança
Numa música feita de vento
As tuas mãos
Mãos tuas entrelaçadas
Corações em desalinho
São almas enamoradas
Há procura d`um beijinho
Olhares de pureza, desviados
Que procuram os olhos meus
São carinhos dos teus lados
Emanados dos lábios teus
Procuro num simples olhar
O teu coração alcançar
E apertá-lo num abraço
Mas se o não consigo fazer
Fico triste sem alcançar saber
Por onde ando e o que faço
..
Caminhar sobre Pedras
As pedras de um caminho frisado
Duras realidades de fantasia e dor
Quem cai junto por ter tropeçado
Fere a alma que um dia jurou amor
Desviar os sentidos da longa estrada
Olhar em frente esquecendo o passado
São dores em sorrisos de ferida sarada
São pedras de um caminho frisado
As distâncias entre a alma e o coração
São mágoas ocultas na palma da mão
Caprichos em perfume de estiagem flor
Desvia as pedras em que se tropeça
Realidades de quem marcha e pensa
Que é tão harmoniosa a palavra: Amor
*
domingo, 16 de setembro de 2012
A tua doçura
Raia doçura de sabor apurado
Que aclara o meu duro caminho
Onde teu abraço puro e acanhado
Concebe em mim paixão e carinho
Teu olhar de coloração perfumada
Sorriso de silêncio, púrpura de cor
Palavras que atestam tudo do nada
Fazem crescer em mim, eteno amor
Teu sorriso acarinha meu singelo ego
Tua ternura me abarca e me desprego
Em ti coloco meu desejo, meu desatino
Musa de meus sonhos roucos de afeição
Que abraça os desejos do meu coração
E guia as venturas do meu feliz caminho
sábado, 15 de setembro de 2012
O teu olhar
Olhavas-me
profundamente
tentavas entrar na minha mente
eu recusava
ser o teu elo de censura
ser o entrave
da tua alma pura
que me amava
me desejava
qual gota de água que escorre
que desaparece,
numa prece que não morre
Sim, olhavas-me
com um olhar gracioso
fiquei nervoso
e recusava
na minha fingida indiferença
pela tua presença
que eu tanto amava
Baixavas o olhar
ao ver-me aproximar
abrir os braços
para te abraçar
e num beijo profundo
dissemos sem falar
palavras bonitas ao mundo
CAMINHAR
Caminhava distraído
Nem reparava em ti
Que ao lado me olhavas
Sorrias
Por me ver ali
sozinho
Pensava em ti
no teu bom coração
Nos teus soltos cabelos
Queria vê-los
sentir a emoção
do teu olhar
do teu sorriso
sei lá, ter juizo
E parar
Sabendo-te encontrar
Desfrutar do teu carinho
Para nunca mais caminhar
Distraído
E sozinho
.
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