domingo, 4 de março de 2012

Silêncio



Ouço a voz do teu silêncio infindo
Que me corrói todo o meu ser
Chama que na alma estou sentindo
Que me deixa o coração a arder

Chama que queima os sentidos da vida
Como brasas de um  silêncio aterrador
Deixando em mim tortura em ferida
Saudade do que foi nosso jurado amor

Tudo esquece na amargura da fonte
Quando sozinho se olha o horizonte
E  se pensa na força do singelo além

Sofre-se o acabar  dos sentimentos
O queimar os próprios pensamentos
Daquele amor que já se não tem
.

Junto ao Rio .......



Na minha mão te entrego a verdade
Todo o meu ser em palavra serena
Para que nunca sintas saudade
Daquilo que sabes não valer a pena

Sem te ver sinto a força do teu olhar
De uma paz que sei não ser minha
Nos meus sonhos quero-te dar
Minha mão  e comigo,  caminha

A esperança, palavra crua e vâ
Aurora da noite, luz da manhã
Que nos guia em música de embalar

O meu coração envia ao teu
Este desejo que sinto tão meu
De contigo junto ao Rio, passear
.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Meu coração abandonado

O meu coração abandonado
No banco de qualquer jardim
Só por não ter encontrado
Quem por ele goste de mim

Entre promessas e um olhar
Me vi perdido no alvo tempo
Vendo o meu coração vaguear
Em banco de jardim, sem tempo

Sozinho, indiferente a quem passa
Sofrendo chuva, frio, a desgraça
Está o meu coração sofrendo assim

E não existe uma mão caridosa
Com carinho e alma maravilhosa
Se sente neste banco de jardim
.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Vento


Sou o vento que ninguém vê

A aragem do sentir o sentimento

O viver cada simples momento

Sem saber bem a razão e porquê


É o adverso do próprio pensamento

A linha, a estrada, o ângulo recto

Verdade em minuto de lamento

A sombra do próprio prospecto


Sou a vontade do simples ensejo

O sorriso da fantasia do desejo

Dado numa imagem permanente


Sou o teu imaginário em pacata vida

Talvez a aragem fria e esquecida

Neste beijo que te envio docemente

Lágrimas

Se penso que caminho entre rodas e esferas

Em que choro, canto, em voz enlouquecida

Recordo-me de outros ventos, outras eras

Como se tivesse vivido outra vida


Os meus lábios roxos de aragens severas

Que mordo em desvario de frio vento

Fazem-me sonhar de outras Primaveras

Em que o amor no coração era alento


E olhando ternamente o além vago

Vejo águas calmas e limpas de um lago

Nos pensamentos de coração assim


Sinto as lágrimas correr a contragosto

Como cálidas estradas em meu rosto

Esvaindo-se os sonhos que há em mim