sábado, 4 de fevereiro de 2012

Vento


Sou o vento que ninguém vê

A aragem do sentir o sentimento

O viver cada simples momento

Sem saber bem a razão e porquê


É o adverso do próprio pensamento

A linha, a estrada, o ângulo recto

Verdade em minuto de lamento

A sombra do próprio prospecto


Sou a vontade do simples ensejo

O sorriso da fantasia do desejo

Dado numa imagem permanente


Sou o teu imaginário em pacata vida

Talvez a aragem fria e esquecida

Neste beijo que te envio docemente

Lágrimas

Se penso que caminho entre rodas e esferas

Em que choro, canto, em voz enlouquecida

Recordo-me de outros ventos, outras eras

Como se tivesse vivido outra vida


Os meus lábios roxos de aragens severas

Que mordo em desvario de frio vento

Fazem-me sonhar de outras Primaveras

Em que o amor no coração era alento


E olhando ternamente o além vago

Vejo águas calmas e limpas de um lago

Nos pensamentos de coração assim


Sinto as lágrimas correr a contragosto

Como cálidas estradas em meu rosto

Esvaindo-se os sonhos que há em mim

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


O teu corpo, livro aberto, onde leio

Palavras de sentido desperto

Qual sol quente, doce e incerto

Que me aquece enquanto passeio


O teu corpo, feito chuva de verão

Onde por efeitos lânguidos me deito

Folhas por delírio em suor desfeito

Livro aberto, na palma da minha mão


O teu corpo, onde deixo os meus beijos

carícia da minha eterne ansiedade

Sentimento de singeleza e verdade

Livro aberto, dos meus sonhos e desejos

.


Olhas o Mar
.
Olhas o além
em silêncio
de uma alma contida
pelo anelo
esquecido
Do ontem que vês sobre as águas
turbulentas de imaginação
Afagas o teu peito sequioso
de esquecimento
fechas os sentidos
no olhar do teu desejo
do que não queres pensar
como se sentisses o beijo
mas sentes a dor
qual amor
que te agarra e faz sofrer
que partiu sem nada dizer
deixando a ferida
no teu peito
que grita sem jeito
e olhando o infinito em desatino
sorris, porque o destino
te diz
que o teu espírito de clamor
qual esperança de amor
vai chegar
para te beijar
vindo sobre as águas
Do infindo do MAR
.


sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO de 2012 PARA TODOS OS AMIGOS/AS deste cantinho. Sejam sempre muito felizes.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Carinho .......



Em teu coração o meu ofereço
Num amor em forma de alento
Apenas benevolência te peço
Carinho que por ti serei atento

Que saibas que em cada momento
Serás em minha alma o meu encanto
Que por ti vagueia o meu pensamento
Por não ter culpa de te querer tanto

Se um dia me procurares na alma
Sentirás em delírio a voz estremecer
Como fogo que arde em acesa chama

E como água que o coração acalma
Numa vontade de sentir e merecer
O amor deste homem que te ama

sábado, 26 de novembro de 2011

Se o amor fosse como o vento

Levar-te-ia mensagem bonita

Saberias o meu pensamento

Que é amar-te na forma infinita


Sentirias na pele a suavidade

Do meu carinho e afeição

E num sorriso de felicidade

Aceitarias o meu coração

Meu amor
***
Olha-me
Deixa que te guie na vida
Acompanha-me
Nada temas,
Tem confiança em mim
Tem confiança em ti
Sorri
E caminha
Mãos dados, confiantes
Abracemos a felicidade
Sejamos unos
Na viagem
Com coragem
Hoje, como antes
Caminha
Sem temores
Porque nós dois,
Entre amores
Chegaremos ao fim da viagem
Juntos, unidos
Talvez vencidos, pela saudade
Mas em felicidade
Anda
Caminhemos os dois
Apaixonados
Sem pensar na idade

terça-feira, 6 de setembro de 2011


Para quê sofrer por amor, por alguém

Mesmo sendo forte o sentimento

Quando o rancor, feito desdém

É o mesmo que abraçar o vento


Somos na vida um pedaço de tormento

Devaneamos com o prazer de um beijo

Tendo na alma, o mesmo pensamento

Fidalga ilusão sentida do meu desejo


E quando a ilusão da mente se desfaz

Um novo alento em nós se apraz

E sonha numa fé antes perdida


Como se da noite não se seguisse o dia

E ao coração dizer-lhe que não podia

Amar-te se já nem em mim, existe vida


Soubesse eu onde tu éstás

Soubesse eu como és

Soubesse eu como pensas

Soubesse eu como sorris

Soubesse eu imaginar-te

Soubesse eu o quanto me imaginas

Decerto que saberia procurar-te

E dizer-te: És tão bonita