Não te vejo
Não te ouço
Olho as estrelas que brilham
Não estás
Olho o luar...apenas silêncio
Vejo as nuvens que passam
Reparo na tua ausência
Vivo esta incerteza
Não ouço o teu silêncio
Olho as sombras
Na tua procura
Não soa o teu eco
Sinto dor no peito
Desventura
Sonho imperfeito
Finjo ser ave sem fronteira
Numa solidão primeira
Sem jeito
Procuro-te no tempo
Nas chuvas torrenciais
Sol, arco-iris, temporais
Apenas sei que existes
Porque sinto os efeitos reais
Das tuas caricias em movimento
Na suave brisa
Do vento
*









