quarta-feira, 5 de junho de 2013

Diz-se...Mor.


Falar de amor
Viver o desejo interior
Forma bíblica, de verdade
Doçura na intimidade
Pegar numa flor
Em panegírico, ósculo sedutor
Amor de dignidade
Em trocas de igualdade
Com o mesmo valor
Em permanente ventura
Gritando ao orbe em clamor
Sentindo pureza, ternura
Nos seus olhos, fidelidade
Num sonhador dialeto
Mulher feita afeto
Num beijo de felicidade
Em equidade

Diz-se ... Mor
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terça-feira, 4 de junho de 2013

VOANDO...


Voando  nas asas do pensamento
Desertos de areia quis alcançar
Numa reflexão e sentimento
Parei ao meio para te abraçar

Atalhar o céu e voar em tua paixão
Num gesto cúmplice entre olhares
Sentir os desejos da própria ilusão
Cruzar ondas em revoltos mares

Fosse o futuro o meu atiçar alento
Não viveria este calado sofrimento
Que me oprime em forte devastação

Numa barbante que o espaço corre
Nesta ansiedade que me percorre
Para no teu olhar  ter o meu coração
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

RASGAR A NOITE


Rasgar a noite num olhar brilhante
Estrelas que dançam nos teus cabelos
Aliam o escuro e a luz amor amante
Da tua beleza se fazem lindos castelos

Teu sorrir, inocência presente no luar
Que acompanha um coração viajante
Trazem excelência em fresco beira-mar
Onde me desbarato nessa noite errante

Tua alma pura de amor, cristalizada
Alvura do meu ser, energia apaixonada
Que me escolta em incitação constante

Fazem da escuridão, meu desafio do dia
Meu querer, meu sonho, minha alegria
Em te amar, ontem, hoje, doravante
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Se não existisse o Mar


Se não existisse o Mar
Eu seria feliz passeando pelo campo
Descontraído, solitário, pensando
Não viveria no entretanto
Nem pensaria no além

Se não existisse o Mar
Não terei outra razão de viver
Alaria na Paz do entardecer
Qual pensador do amanhecer
Em isolado caminhar

Se não existisse o Mar
Eu seria feliz na razão do meu ser
Contaria os meus passos
Saberia dar  fortes abraços
Onde a constrição, seria prazer

Se não existisse o Mar
Terias sonhos de luz fraterna
Numa alva afiguração
Saberia rezar na Paz eterna
Outros amores de paixão

Se não existisse o Mar
Que me acalma, chama e adormece
Em que nas suas ondas me encanto
Me refresca a alma quando amanhece
Eu seria feliz passeando pelo campo
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domingo, 2 de junho de 2013

Caminho do Ser...


Caminho ofegante pelos caprichos do ser
Sinto como o vento sopra as folhas vadias
Imoderados afins ao ver o sol se esconder
Sorrio para o além entre sustos e alegrias

Sonhos escritos em brancas folhas  de vida
Bosquejos  envelhecidos que deixei de ler
Afeções, embaraços, normas ensandecidas
Arquejantes correrias feitas ao entardecer

Reminiscências que saem em gotas de suor
Que molham os sentidos num desejo maior
Odes  soletradas no meu próprio entender

Reflexões  ornamentadas em alva recordação
Cintilam em meu peito dando força ao coração
No caminho ofegante pelos caprichos do ser
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sábado, 1 de junho de 2013

Sonho e Fantasia ...


Noites adversas em sonhos revoltos
Acordar em tua plangência de dor
Carinhos sentidos em lábios soltos
Abraços afetivos entre  juras de amor

Teu pulsar que envolve  tua fraqueza
Entre sentidos de alvorecer contraste
Reflexão de carinho de exótica beleza
No gosto  do beijo em que acordaste

Teu corpo aljôfar de fruta agreste
Dilato em perfume de flor silvestre
Carinho melífluo de cristalino desejo

Teu olhar aprazível em tiras de paixão
São lanças que pungem o meu coração
Quando fantasio no sabor  do  teu beijo
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sexta-feira, 31 de maio de 2013

A simplicidade das palavras.


Gosto de correr pelos trigais
Como uma borboleta viajante
Ser companhia dos pardais
Cujo cantar é deslumbrante

Sinto a liberdade em meu redor
Todo o meu ser parece esvoaçar
Ouço "canções" em ré menor
E vejo flores me querendo imitar

Dançam melodias à minha passagem
Afago-as com mãos livres em massagem
Sentindo como me rodeiam com carinho

Grito ao mundo a minha liberdade
Danço musicas em rodopio de verdade
Como se não existisse outro caminho

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Arrepios e ervas perfumadas.


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Suaves águas que lavam minha mente
Aromas de rosas em serrania sagrada
Beijos que me acariciam suavemente
Gentileza  de sentidos, voz perfumada

Sinto a aragem que açoita o meu rosto
Agitação que passa e me cumprimenta
Suaves sabores que aguçam meu gosto
Sonhos de amor que a ventura  inventa

Entre pensamentos de pura felicidade
Num abraço acanhado em nó de verdade
Sente o meu peito o comoção dos escolhos

E no arrepio de afecto e amor constante
Passa o vento num sussurro arrepiante
Como me arrepia o brilho dos teus olhos
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"Delírios" do Pensamento..


Quando olho os olhos teus
Sinto o fogo saído dos meus
Que iluminam o nosso ser
São faíscas em fumo e fogo
Razões do nosso próprio jogo
Que nos fazem de Amor viver

Lindos os teus olhos carinhosos
Teus lábios saudáveis, mimosos
Que me dão sonhos de ironia
Teu amor de quimera  e sedução
Chama de afecto da minha ilusão
Onde nado em águas de fantasia

Emoções em arrepio de carente ciúme
Sorrisos que por ti cintilam como lume
Anseios de abraços de inflamada emoção
Pétalas dançando à jovialidade do vento
Postura  espirituosa do meu pensamento
Pois só tu amor, estás em meu coração
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Lágrimas


Nas lágrimas que vejo em ti
Sinto no coração o tormento
De um amor que um dia perdi
Criando dor em forte sentimento

A ida como flagelado pelo vento
Decidido por tristeza e escolhos
Partida de amor em lamento
Deixando lágrimas em teus olhos

Voltarei um dia amor, flor silvestre
Trazendo o carinho que me deste
Na hora da minha triste partida

E num abraço de branca amizade
Acabará toda a sentida saudade
Sabendo tu, que és a minha vida
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