sexta-feira, 31 de maio de 2013

A simplicidade das palavras.


Gosto de correr pelos trigais
Como uma borboleta viajante
Ser companhia dos pardais
Cujo cantar é deslumbrante

Sinto a liberdade em meu redor
Todo o meu ser parece esvoaçar
Ouço "canções" em ré menor
E vejo flores me querendo imitar

Dançam melodias à minha passagem
Afago-as com mãos livres em massagem
Sentindo como me rodeiam com carinho

Grito ao mundo a minha liberdade
Danço musicas em rodopio de verdade
Como se não existisse outro caminho

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Arrepios e ervas perfumadas.


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Suaves águas que lavam minha mente
Aromas de rosas em serrania sagrada
Beijos que me acariciam suavemente
Gentileza  de sentidos, voz perfumada

Sinto a aragem que açoita o meu rosto
Agitação que passa e me cumprimenta
Suaves sabores que aguçam meu gosto
Sonhos de amor que a ventura  inventa

Entre pensamentos de pura felicidade
Num abraço acanhado em nó de verdade
Sente o meu peito o comoção dos escolhos

E no arrepio de afecto e amor constante
Passa o vento num sussurro arrepiante
Como me arrepia o brilho dos teus olhos
.

"Delírios" do Pensamento..


Quando olho os olhos teus
Sinto o fogo saído dos meus
Que iluminam o nosso ser
São faíscas em fumo e fogo
Razões do nosso próprio jogo
Que nos fazem de Amor viver

Lindos os teus olhos carinhosos
Teus lábios saudáveis, mimosos
Que me dão sonhos de ironia
Teu amor de quimera  e sedução
Chama de afecto da minha ilusão
Onde nado em águas de fantasia

Emoções em arrepio de carente ciúme
Sorrisos que por ti cintilam como lume
Anseios de abraços de inflamada emoção
Pétalas dançando à jovialidade do vento
Postura  espirituosa do meu pensamento
Pois só tu amor, estás em meu coração
.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Lágrimas


Nas lágrimas que vejo em ti
Sinto no coração o tormento
De um amor que um dia perdi
Criando dor em forte sentimento

A ida como flagelado pelo vento
Decidido por tristeza e escolhos
Partida de amor em lamento
Deixando lágrimas em teus olhos

Voltarei um dia amor, flor silvestre
Trazendo o carinho que me deste
Na hora da minha triste partida

E num abraço de branca amizade
Acabará toda a sentida saudade
Sabendo tu, que és a minha vida
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sol de Primavera


...
Formosa imagem, desejo ardente
Deste meu olhar que já sentiste
Sorriso de alvura fresca, contente
O que vejo em ti, e eu tão triste

Em ti beleza salutar e comovente
A quem meu amor não resiste
Vivendo em suplicio contente
Meu  coração, que não desiste

Diz-me o amor, olhares distantes
Que em tudo somos semelhantes
Por beijos teus, ai quem me dera

Afagos olorosos de amor carente
Caricias cálidas,  sentido diferente
Do sol que brilha nesta Primavera
..

quarta-feira, 27 de março de 2013

Olhando quem passa.



*
Olho a rua sombria onde chove
Enaltecendo o teu ser que passa
Sinto que o espírito se comove
Ao ver-te através da vidraça

Caminhas altiva e indiferente
Como se a chuva não molhasse
E não soubesses que existe gente
Que com saudade te amasse

Baixas o olhar, onde brilha a timidez
Passos acelerados, cadenciados, talvez
Alando da chuva, ventania que grassa

E nem uma vez o teu olhar se acende
E nem por uns momentos se prende
Naquele que te olha através da vidraça
*

domingo, 24 de março de 2013

Amor em vegetação seca..


*
Nosso amor morreu...malfadado destino
Quem diria aos ventos de pura gentileza
Outro rumo, distância, dédalos  de tino
Calcinaram  desejos  de fina e branca beleza

Um amor sentido em grito que se ouvia
Em campos de loira e  ressequida  vegetação
Beijos secos em promessas  de  alma fugidia
Erros de livres amores em paciente  coração

Meu amor, fina alva,  cobiçada bonina bravia
Óh  afeição, minha chama, minha luz do dia
Alvura do pensamento, flor do amanhecer

Diz-me em murmúrio de palavras com sentido
Não sendo o nosso amor, um amor proibido
Como malfadado destino, o deixámos  morrer
*

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Debaixo da árvore ...


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Por entre árvores do sonho
Fogem carinhos de saudade
Nas suas folhas eu  ponho
O sempre amar-te de verdade

Por entre árvores de calmaria
Na sua sombra eu afago
O meu peito de amor encheria
Derramando do coração que trago

Esse coração que é teu
To dou em pétalas de malmequer
Para que coles o teu ao meu
Sobre a sombra de uma árvore qualquer

Fecho os olhos e sorrindo
Afago o coração feito dor
E nele vou sentindo
As promessas de um grande amor

A árvore que dança ao vento
E nos diz quase cantando
Para amar há sempre tempo
E o tempo não pára, amando
..

Deixa que eu ........


*
Deixa que te abrace
Te enlace
Te beije
Que cole os meus lábios aos teus
Que sinta na minha face
A frescura  da tua respiração
O afago da tua mão
Deixa que te olhe
Te ame
Que sinta a sensação
Que por ti chame nos meus sonhos
No meu viver
Deixa por ti sofrer
De amor
Deixa que eu sinta o calor
Do teu corpo
Da tua alma
Meiga e calma
Imaculada de carinho
Deixa que te mostre
Os meus sentimentos
Forças, alentos
Num simples olhar
Deixa que hoje e sempre
Te possa AMAR
*

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Estranho ...

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Cheguei de manhã
Dormias
Afastados os lençóis
Pensei...
Viagem Longa
Caminhos trocados de cansaço
Horas vividas de puro engano
Cheguei
Amor parado de vergonha escondida
Medo da verdade
Do afastamento
Do ser sem sentir
Dormias
Não sentias a dor da minha presença
Qual sentimento sem sentido
Talvez sonhasses
Falavas palavras ocas
Cheguei
Mas porquê?
Não! Não era o corpo
Esse esteve sempre presente
E o Amor?
Esse sentimento sublime
De frases feitas
Tantas vezes esmagadas,
Pelo pensar sem sentir
Olhei para ti... dormias
Não sentiste a minha chegada
Coração fechado de sentir
Gritos roucos de enganos fechados
E A Verdade?
Como é duro sentir-mos que acabou
Tolerância?
Grito de alma, sedenta de carinho
Olhos fechados, ofegantes de verdade
Não acredito?! Gritei
Nós Amamo-nos
Não é verdade que tudo seja o além do presente
E noutro grito saído da alma
Acordei
 Estranho sonho
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