sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Não me olhes com esses olhos de adoração

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Não me olhes com esses olhos de adoração
Não me beijes como se beija quem se ama
Não excites a libido do meu pobre coração
Que pelo teu solta ais de veemente chama
.
Não me chames de amor em forma delicada
Não desnudes o som dos termos da idolatria
Não sorrias, quando não ofereces mais nada
Fazendo tão triste a luz da noite e sol do dia
.
Não deixes que este tormento que me devasta
E que de teu coração tão impiedoso me afasta
E me esmaga o imaginário a todo o momento
.
Faça do meu pensamento uma rima de ironia
Que pensando em ti meu amor seja zombaria
Do que já foi um tão transparente sentimento
.

10 comentários:

  1. Linda poesia e pena quando o amor assim acaba...abraços,chica

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  2. Bom dia Ricardo!
    Todas as palavras são poucas para te elogiar. Estás a escrever poesia ao mais alto nível. Ou não fosses tu que és! Lindo, lindo, lindo! Parabéns. AMEI

    Beijo. Bom fim de semana.

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  3. Pois, um olhar enternecedor pode fazer tremer um coração. Adorei o seu poema. Um Poeta de mão cheia. Parabéns.

    Bjos
    Uma boa sexta-feira

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  4. Amigo Ricardo
    Mais um belo soneto, desta vez, triste, porque ela já não se comporta da mesma maneira apaixonada.
    Quando amamos, somos muito exigentes!
    Parabéns, pois gostei imenso.
    Um abraço
    Beatriz

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  5. Oi Ricardo,
    Quando o amor é verdadeiro não acaba, deixar-se zombar por saber do amor que não existe por parte do insinuante é deprimente.
    Beijos no coração
    Lua Singular

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  6. Palavras para quê??

    Todos os adjectivos seriam parcos para tão poderoso e emotivo poema!

    Adorei amigo!

    Um abraço grande

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  7. Uma delicia de poema. Hum fascínio de amor
    Bjo

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  8. Um soneto que tem marca de autor...
    Gostei muito.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  9. Desalento, magoa e tristeza transparecem nas palavras que compõem este belíssimo soneto.
    Um abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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