sábado, 2 de maio de 2015

Céus áridos do esquecimento

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Voam as aves como serpentes em selva fechada
Serpenteiam deixando finos carreiros de alegria
Indiferentes a lembranças finitas de dor passada
Nos devaneios infinitos de apartada melancolia

Puros são os momentos que vivem em liberdade
Felizes pelas exaltações e desejos da existência
Tudo o que os envolve é virtude e nobre verdade
Onde sentem mas não pensam na negra carência

Assim como a ave que voa pelos céus livremente
O serpentear pelas matas de uma nobre serpente
Afloram recordações indesejadas ao pensamento

Nos delírios da pureza em que um dia se sonhou
Quando por amor nosso puro coração se entregou
A quem adeja pelos céus áridos do esquecimento
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14 comentários:

  1. Céus do esquecimento são tristonhos... Tua poesia é linda! abraços,chica

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  2. Bom dia
    Nem sei como te comente... Cada vez é mais difícil, derivado ao elevado valor poético dos teus poemas!

    Para mim, resumi apenas nisto!= PERFEITO!

    Beijo,bom fim de semana

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  3. É inegável a tua perfeição poética! Tua alma brota sempre maravilhas sentimentais que nos deixa extasiados! Parabéns por mais uma obra prima que embora dominada pela melancolia e amargura não deixa de ser bela...um abraço e um feliz fim de semana

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  4. Bom dia, seu soneto é belíssimo.
    Mesmo que nos mostre a aridez de sentimentos, há os bons devaneios que nos deixam bem. Parabéns pela sua escrita. Abraços!

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  5. Fascinante este poema, ou pouco triste, mas, muito belo...Que nos leva o imaginário às recordações do desejado...LINDO DE MORRER!!!!

    Bom sábado-beijos-visite-http://quadrasepensamentos.blogspot.pt/

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  6. Amigo Ricardo
    A melancolia expressa num maravilhoso soneto de amor.
    Parabéns.
    Um abraço
    Beatriz

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  7. Quem não se perde nas suas poesias? São um sonho para quem o lê.
    Lindo de morrer!

    beijos

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  8. Simplesmente fantástico!
    Obrigada por nos presentear com obras de arte como é este poema.

    Beijo

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  9. Ricardo,as aves,também podem ter seus voos melancólicos,mas quando sobrevoam as matas transmitem alegrias,mesmo estando tristes,pois são livres.
    Muito lindo.
    bjs-Carmen Lúcia.

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  10. É sempre muito bom vir aqui, Cidália...
    Parabéns, Ricardo!
    Beijos!

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  11. Tudo tem o seu oposto. Por um lado, a verdade de uma ave em selva fechada, por outro lado, a ave que voa livremente pelos céus.
    Confesso que este poema foi um pouco difícil de entender, para mim, embora nele reconheça uma dor do passado que não se deseja recordar.
    Belo poema, Ricardo!
    xx

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  12. Adorei este poema. Apenas comento ...GOSTO....

    Um Beijinho com estima e amizade.

    Rosária Marques

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  13. Muy lindo tu poema, un placer visitar tu blog.

    Un beso dulce de seda.

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