quarta-feira, 27 de março de 2013

Olhando quem passa.



*
Olho a rua sombria onde chove
Enaltecendo o teu ser que passa
Sinto que o espírito se comove
Ao ver-te através da vidraça

Caminhas altiva e indiferente
Como se a chuva não molhasse
E não soubesses que existe gente
Que com saudade te amasse

Baixas o olhar, onde brilha a timidez
Passos acelerados, cadenciados, talvez
Alando da chuva, ventania que grassa

E nem uma vez o teu olhar se acende
E nem por uns momentos se prende
Naquele que te olha através da vidraça
*

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