segunda-feira, 20 de abril de 2009

Olho e ... sinto

Olho o tempo que passa devagar
Que, sorrindo, vejo passar
No seu vai e vem sem destino
São folhas que se levantam
Árvores que de espanto se movimentam
Sem saberem seguem o seu caminho

Vêm os ventos de mansinho
Soprando com carinho
Parecem mãos a afagar
Rostos por nadas desconhecidos
Corações por tempos esquecidos
Quase sem tempo de amar

Olho as árvores que balançam
Os pastos que dançam
Modas de encantar
Só a natureza pode dizer
Nos seus conhecimentos e bem-querer
O que é que essas danças querem falar

Talvez dizer a quem passa
Que no seu balançar levam a graça
Porventura tantas emoções
Levam a beleza no seu esplendor
Levam carinho e amor
E paz aos corações
.

3 comentários:

  1. Nos dias de hj, paz aos coraçãoes é raridade...

    Precisamos mesmo disso!

    Lindo poema!

    Bjos!

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  2. Talvez? A mim querem dizer precisamente isso mesmo. Podes substituir o "talvez" por "de certeza", à vontadinha!

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  3. Lindo demais, se todos pudessem ouvir a natureza como vc ouviu, seríamos muito melhores, beijocas

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